Orpheus, de Franz Stuck

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Alguém suficientemente...




Alguém que me encante,
alguém que não só beije minha boca,
mas que faça dela uma código de amor.
Alguém que mais do que tocar meu corpo,
seja suficientemente homem para me fazer gozar,
mas gozar de paixão.

Alguém que seja melindrosamente esperto,
que saiba rir quando eu digo alguma besteira,
corrigir-me quando eu não tenho razão.

Alguém suficientemente corajoso para me dizer "Eu te amo",
suficientemente ousado para me desafiar,
suficientemente carinhoso para não me fazer querer mais,
 em outros.
Suficientemente seguro para pular o muro comigo,
suficientemente maduro para segurar minha mão e dizer
"ainda não é a hora".

Suficientemente humano para me perdoar,
suficientemente arrogante para que não sejamos
vencidos pelo  acaso.
Suficientemente vaidoso e
suficientemente bonito
para que eu perca longo tempo olhando-o
enquanto dorme.
Suficientemente inteligente
para que possamos gastar horas filosofando,
suficientemente humilde para permitir que
 o silêncio nos salve, as vezes,
 e nos diga coisas
que só ele diz.

Suficientemente  amante para que
não sejamos vítimas da rotina.
Suficientemente ciumento
para que possa sempre reconquistá-lo e provar meu amor.
Suficientemente apaixonado para que sejamos
sempre namorados.
Suficientemente paciente para saber me esperar,
suficientemente cúmplice para que sejamos
companheiros.

E suficientemente capaz de amar
as minhas qualidades,
os meus defeitos,
 e se estes últimos forem prejudiciais,
que seja suficientemente convincente
para me convencer a mudá-los.

Ou seja,
alguém suficientemente capaz de ocupar
meu coração sem fazê-lo transbordar,
suficientemente...
Alguém que eu ame suficientemente
para dizer todos os dias,
Eu te amo,
suficientemente,
para me amar,
te amar,
nos amar.

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