Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 11 de novembro de 2012

In a sentimental mood

But now it has happened,
No use in talking
The silence between me and you
Has never had meaning.
It was, love it, that was all
That was asked.
But now it has happened,
No words for the foretime,
The desperation has made me the same,
Has made me another.
Who looks at the shape of the fish
Grow giant on the side of his bowl,
Who walks on the terrace
Observing foliage from above,
Who hears the snapping of plastic
That wraps like cellophane
Bare branches of climbers?
You don't know, and I
Who descend the stairs neither,
I am the same, I am another.



quinta-feira, 8 de novembro de 2012


12:21 – aquele momento efêmero, depois do almoço, em que sentamos n’algum banco, com a  alma cheia de sono e vagar, e olhamos em volta:



Vejo-o de longe,
sentado com suas pernas abertas de homem.
homem macho – a contemplar o mundo,
                um mundo que cabe entre as suas pernas?!


Acho-o lindo – com suas pernas de homem
com suas pernas e seus pêlos de homem,
com seu ar de homem que pensa
ser dono do mundo porque este mundo que há
parece caber entre as suas pernas.


Ele fuma. Admira o céu e olha a tudo e todos
como se estivesse por cima.


Acho-o lindo – deitaria-me com ele,
despiria as suas roupas, despiria e jogaria a um canto
o seu imbecil  ar superior de homem.

Os seus cabelos balançam  - ele gosta do vento que embala o seu ego.
Dá uma última tragada, levanta-se cauteloso,
–  parece esperar por alguém,
só parece,
ele está só – só com seu ar de homem.


Vai embora – com ar desiludido,
olhando para trás,
de certo pensa
que ninguém reparou no quanto ele abriu as pernas.
Eu reparei –  mas ele jamais vai saber disso.

Para onde vai tanto ego?
Aonde te leva – nos leva – todo esse inflar de sensações, de aparências?
Tudo não se esvazia, foge e  se escapa no fim de um orgasmo?
Orgasmo – é para isso que os homens abrem as pernas?



Já não o vejo,
nem o balançar delicioso de suas nádegas – dois lindos e redondos gomos de laranja.
Ah. O meu cigarro também chegou ao fim
– desfez-se, virou fumaça, fluído.

Tudo desfaz-se e é vão
– o teu ar superior de homem e a minha poesia.
Poesia vã, que só vale o tempo de um cigarro.


Tudo é vão. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mary Shalley - Mathilda Kovak

''Eu vou fazer um homem, com restos de outros homens... 
eu quero um homem pra mim, um homem''