Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 5 de julho de 2015

Breve reflexão noturna acerca da lei de atração, do amor e da evolução espiritual.

''O intercâmbio de mentes, emoções e aspirações é Lei da Vida. Conforme padrão vibratório, cada onda emitida encontra ressonância em campo equivalente, estabelecendo-se a sintonia ou identificação.
Em razão disso,cada ser humano respira o clima espiritual onde situa os anseios do sentimento e as metas da inteligência. (...)''

Trecho retirado do livro ''Lições para a Felicidade'', de Dilvado Franco, ditado pelo espírito Joanna de Angelis.

O pensamento é simples: ''Cada um colhe o que planta. Cada um vive no jardim ou no deserto que cultiva''.

Todavia, é prudente desenvolver melhor este pensamento:

 Os semelhantes se atraem. O triste traz para perto de si outros indivíduos tristes, o raivoso procura outros que compartilham da mesma raiva, o amoroso e bondoso se sente em paz e em harmonia ao lado de outros seres amorosos e bondosos, e assim é com todas almas. Temos perto de nós aqueles com os quais nos identificamos.
Da mesma forma, as nossas ações e também os nossos pensamentos constroem o mundo à nossa volta, isto é, a nossa vida e nosso estado de espírito. O homem que alimenta sentimentos nefastos de ódio, raiva, vingança, egoísmo, viverá, pois, sob as consequências desses sentimentos, em um estado de espírito perturbador, tendo ao seu redor outros indivíduos que partilham dessa mesma conduta. O homem que, por outro lado, busca a paz, a concórdia e pratica o amor e a caridade, isto é, aquele que verdadeiramente segue a lei máxima que rege o universo (''Amarás o teu próximo como a ti mesmo''), respirará um clima doce de felicidade e harmonia - será bem-vindo nos redutos habitados pelos espíritos que já alcançaram alguma luz e sabedoria na estrada da reencarnação, imposta por Deus a todos os seres.

Vale, por fim, retomar algo que foi dito por Jesus, sábio espírito que encarnou-se na Terra para nos ensinar o Amor:


Vinde a mim, todos os que andam em sofrimento e vos achais carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus, XI: 28-30)


Aquele, pois, que se esforça para vencer o lado primitivo e animal que ainda existe nós, jovens espíritos recém-iniciados na caminhada evolutiva rumo à eternidade, aquele que busca amar como Jesus amou - sem ódio, preconceito, individualismo, arrogância, orgulho e vaidade - encontrará, pois, um mundo de luz e de alegrias que lhe estenderá os braços e lhe oferecerá a liberdade. 


O amor é o mais importante, independentemente de religião. O amor é que nos pode libertar das dores, dos sofrimentos, das guerras, do véu do egoísmo e do orgulho que tanto nos cega e aprisiona. O amor é a primeira grande tarefa a ser aprendida por todos os espíritos, é o que nos aproxima do Criador - o Criador, Deus, a Deusa, Grande Força, Providência, a Inteligência Suprema, etc. Não importa como denominamos, através dos meios incompletos das nossas línguas, esse Ser. O que realmente importa é compreender que ele de fato existe, na medida em que todo efeito possui uma causa. Tudo que há no Universo e não é obra humana é obra de Deus. Estamos cercados de provas físicas - basta olhar para o céu, para o chão, para os nossos corpos, etc. - de que existe uma Inteligência Suprema, ainda desconhecida por nós em suas singularidades, que criou o infinito universo em que habitamos. Deus, portanto, é a causa primeira de todas as coisas, infinitamente justo e bom. O amor que ele exige de nós é o amor que nos dedica - amor que dedica a todos, sem parcialidade ou privilégios.


''Ama e te libertarás da gaiola de expiações e provas que é a Terra, mundo provisório, necessário aos primeiros passos dos filhos de Deus. Ama, aprende a amar! Quando isso acontecer, novos mundos e novos ensinamentos abrir-se-ão, então, para ti, filho amado''


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Sugestões de Leituras:


- Capítulo III, IV e XI do livro ''O Evangelho Segundo o Espiritismo''
- Capítulo 1 e 2 da primeira parte do ''Livro dos Espíritos'' e capítulo 11 da terceira parte do mesmo livro.
- ''Lições para a Felicidade'' - Divaldo Pereira Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis
- ''Ação e Reação'' - Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel
- ''Violetas na janela'' - Vera Lúcia W. de Carvalho, pelo espírito Patrícia

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