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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Quem me leva os meus fantasmas? (Pedro Abrunhosa/ interpretação de Maria Bethânia)

Aquele era o tempo em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam
E eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos
Marinheiros perdidos em portos distantes
Em bares escondidos em sonhos gigantes
E a cidade vazia da cor do asfalto
E alguém me pedia que cantasse mais alto


Quem me leva os meus fantasmas?

...



terça-feira, 11 de março de 2014

Saudades eu não as quero

Bateram,
Fui abrir era a saudade
que vinha para falar-me a teu respeito,
Entrou com um sorriso de maldade,
Depois sentou-se à beira do meu leito
e quis que eu lhe contasse só a metade
das dores que trago dentro do meu peito...



Este texto trata-se, na verdade, de um poema escrito por Afonso Lopes Vieira (1878 - 1946), poeta português, nascido na região de Leiria. O poema pode ser encontrado no livro ''Saudades Localidade: Não Quero ter''.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Hoje, desenhei a distância


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Asleep

sing me to sleep
and then leave me alone
don't try to wake me in the morning...




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Númenna


Númenna - Into the West - é um poema escrito por Tolkien numa das línguas que ele próprio inventou, o Quenya. Na mitologia de Tolkien, esta é uma língua falada pelos ''altos-elfos'', pertencentes às casas de Noldor e Vanyar, aqueles que alcançaram Valinor, uma espécie de ''paraíso'', um grande Vale localizado no extremo Oeste da Terra-Média, morada dos Valar, que são os deuses que construíram e edificaram o mundo. Maiores informações sobre isso podem ser encontradas no livro póstumo de Tolkien, ''O Silmarillion''.  A partir do Quenya surgiram todas as outras línguas faladas por homens, hobbits, anões e outros seres que vivem na Terra-Média. Dessa forma, o Quenya pode ser comparado ao Latim Clássico, do qual derivaram as atuais línguas latinas faladas no Ocidente. Enfim, sou completamente apaixonado pela obra de Tolkien, a baixo têm o poema musicado e cantado em Quenya....



domingo, 11 de novembro de 2012

In a sentimental mood

But now it has happened,
No use in talking
The silence between me and you
Has never had meaning.
It was, love it, that was all
That was asked.
But now it has happened,
No words for the foretime,
The desperation has made me the same,
Has made me another.
Who looks at the shape of the fish
Grow giant on the side of his bowl,
Who walks on the terrace
Observing foliage from above,
Who hears the snapping of plastic
That wraps like cellophane
Bare branches of climbers?
You don't know, and I
Who descend the stairs neither,
I am the same, I am another.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Mary Shalley - Mathilda Kovak

''Eu vou fazer um homem, com restos de outros homens... 
eu quero um homem pra mim, um homem'' 



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Fado da procura

De repente, não mais que de repente, sinto uma 'vontade/saudade' de apanhar um comboio e passar a tarde em Lisboa, caminhar da baixa ao bairro alto, passear meus olhos sobre os azulejos, ouvir um ou outro fado enquanto passo na rua...


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

You are so beautiful to me.


Joe Cocker - ''You are so beautiful to me''

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sally's song


Esta música faz parte do filme ''The Nigthmare Before Christimas'', uma das mais
conhecidas e mais belas produções de Tim Burton. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tempo de pipa - Cícero

''Mas tudo bem,
o dia vai raiar,
pra gente se inventar de novo...''


''Tempo de pipa'' é uma das faixas do disco ''Canções de Apartamento'' do cantor Cícero, antigo vocalista da banda ''Alice'':



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Sobre chás, sofás e madrugadas:

No meio da madrugada,
Depois de acordar suado,
assustado,
como um menino perdido em seus pesadelos,
acalmo-me:

com o sabor do chá,
o frio da manhã que nasce,
os suspiros das estrelas no universo.

«Não te percas nos teus sonhos,
menino-ostra,
Tem cautela para não pisares
e machucares
as margaridas do teu caminho
E
deixa o Rouxinol cantar,
deixa-o cantar e passa.
Passa, que já já estás a sorrir de novo»





sábado, 4 de agosto de 2012

Canção de Embalar - Zeca Afonso



De certeza que ouvi outros Fados antes deste.
Mas, foi este o primeiro que me marcou,
e se fechar os olhos
até consigo lembrar, sentir e quase reviver
o exato minuto em que o ouvi pela primeira vez.




domingo, 8 de julho de 2012

A noite gosta de mim...

''A noite gosta de mim'', Carminho. 


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Canção de Madrugar - Ary dos Santos



De linho te vesti
De nardos te enfeitei
Amor que nunca vi
Mas sei ...

Sei dos teus olhos acesos na noite
Sinais de bem despertar
Sei dos teus braços abertos a todos
Que morrem devagar ...


Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo pode acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer


Irei beber em ti
O vinho que pisei
O fel do que sofri
E dei

Dei do meu corpo um chicote de força
Rasei meus olhos com água
Dei do meu sangue uma espada de raiva
E uma lança de mágoa

Dei do meu sonho uma corda de insónias
Cravei meus braços com setas
Descobri rosas alarguei cidades
E construí poetas

E nunca te encontrei
Na estrada do que fiz
Amor que não logrei
Mas quis

Sei meu amor inventado que um dia
Teu corpo há-de acender
Uma fogueira de sol e de fúria
Que nos verá nascer

Então:

Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,
Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas,
Nem forcas, nem cardos, nem dardos, nem guerras
Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,
Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,
Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas,
Nem mal ... ... ...





Deixo-vos a interpretação deste poema de Ary dos Santos feita por Susana Félix. Em 2009, ano em que completavam-se vinte e cinco anos da morte de Ary dos Santos, Susana Félix, Mafalda Arnauth, Viviane e Luanda Cozetti musicaram e cantaram onze poemas do poeta português em sua homenagem. ''Canção de Madrugar'' é um dos textos mais belos de Ary e Susana dá vida a uma interpretação estonteante e visceral.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Peito Vazio



Roberta Sá e Ney cantam Cartola. 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Todo Sentimento.


''...Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez....''



domingo, 27 de maio de 2012

Ecos na Catedral - Madredeus



''
Os teus olhos são vitrais
Que mudam de cor com o céu
E quando sorriem, iguais...
E quando sorriem, iguais...
Quem muda de cor sou eu

Tomara teus olhos vissem
O amor que trago por ti
Nem o entardecer me acalma...
Nem o entardecer me acalma...
Na ânsia de te ter aqui

E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão

Fui para um templo de pedra
Escolhi um recanto isolado
Que me faça esquecer tua voz...
Esquecer-me da tua voz...
Que me faça acordar do passado

Escondida em sítio sagrado
E não me apetece o perdão
Devo estar enfeitiçada
Náufrago do coração

E o teu perfume, o incenso
Os ecos de uma oração
Misturam-se num esboço imenso
Afogam-se na solidão

Não sei se perdoo o meu fado
Não sei se consigo enfim
Um dia esquecer que teus olhos
Sorriem, mas não para mim ''


terça-feira, 8 de maio de 2012

A viagem - Roupa Nova

''Coisas do passado são alegres quando lembram novamente as pessoas que se amam...''


Música que ficou conhecida através da telenovela 'A viagem'.