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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Númenna


Númenna - Into the West - é um poema escrito por Tolkien numa das línguas que ele próprio inventou, o Quenya. Na mitologia de Tolkien, esta é uma língua falada pelos ''altos-elfos'', pertencentes às casas de Noldor e Vanyar, aqueles que alcançaram Valinor, uma espécie de ''paraíso'', um grande Vale localizado no extremo Oeste da Terra-Média, morada dos Valar, que são os deuses que construíram e edificaram o mundo. Maiores informações sobre isso podem ser encontradas no livro póstumo de Tolkien, ''O Silmarillion''.  A partir do Quenya surgiram todas as outras línguas faladas por homens, hobbits, anões e outros seres que vivem na Terra-Média. Dessa forma, o Quenya pode ser comparado ao Latim Clássico, do qual derivaram as atuais línguas latinas faladas no Ocidente. Enfim, sou completamente apaixonado pela obra de Tolkien, a baixo têm o poema musicado e cantado em Quenya....



segunda-feira, 9 de abril de 2012

O rapto de Ganímedes.







Absorto nos seus pensamentos,
puro nos gestos,
o jovem rapaz balançavam seu corpo
sem se dar conta do que provocava
       nos olhos atentos do deus.
Zeus,
o deus das suaves mãos,
as mesmas mãos que
        açoitam o mundo com seus trovões,
        não resistiu perante
        às curvas de um jovem homem,
        um dos mais belos príncipes de Tróia.

O deus deixou que sua saliva escorresse,
seu desejo gritasse sem que em nada mais pensasse.
Suas mãos apertavam-se, ansiosas,
E sem se dar conta já não era mais um deus,
um deus em forma de deus,
era um imenso e grande corvo,
o maior que já se viu,
voando sobre os céus da velha
       e ainda acesa Tróia.
Suas mãos, convertidas em garras,
desejavam aquele corpo macio,
branco como a lã das ovelhas,
delicado, mas másculo.

O jovem mal pôde resistir,
como resistir?
As garras do infrene pássaro
     apossaram-se do corpo do príncipe,
             que corria sobre o prado junto dos rebanhos.
Os olhos de Ganímedes viam nuvens de todas as cores.
Zeus, tendo voltado à sua forma,
já sobre os lençóis do Olimpo,
beijou o príncipe troiano nos lábios,
poucas vezes havia visto tamanha beleza,
nem o pescoço de Hera,
nem os seios de Alcmena
ou as pernas de uma ninfa.
Puxou-o para si e o possuiu.
O pai dos deuses,
que tudo podia e a tudo tinha,
sentiu-se ainda mais forte,
seu poder parecia maior...
O poder comparado a uma torre firme,
           que se ergue com o sangue do desejo.

São nestes momentos,
quando nos braços tem um mortal,
que Zeus se aproxima de ser aquilo
      que todos os deuses invejam...
Querem todos eles sentir o que nós,
humanos, sentimos...
Sentir o medo, o calor da vida,
da vida que um dia parte
     e por isso mesmo, a vida torna-se mais viva.

Ganímedes sorriu feliz com seus olhos adolescentes.
Não mais lembrava dos castelos de Tróia,
            das tardes de verão ou das ovelhas.
Seus olhos fecharam-se
      e adormeceram, piscandodoçura.


Encantado, como se fora um anjo,
adormeceu sobre as coxas de Zeus.


Ganímedes

Quem disse que Zeus, o senhor do Olimpo e dos homens, não se apaixonava por rapazes?
Conheçam a história de Ganímedes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gan%C3%ADmedes_(mitologia)