Orpheus, de Franz Stuck

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sonho de cada dia.



Sentiu-se leve
e assim,
 «levado»
pelo embalo dos sons da madrugada
foi deitar-se
com a cabeça cheia de sonhos
e vontades...

Sonhou que tudo era leve
e que podia girar como giram os bailarinos
sem se machucar.
 Girou, girou
e despiu-se de tudo,
do medo
da ansiedade
e da Saudade,
sonhou que o mundo era pequeno,
que o longe é já aqui
e que o Tempo é sempre muito.

Rodopiou-se,
girou-se
entre os sentimentos,
bagunçou alguns,
trocou-os de lugar,
perdeu-os...

Ah,
se a vida tivesse asas
e este gosto fácil
de sonho,
ele não teria de dormir
para sonhar dias felizes!


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