Orpheus, de Franz Stuck

quarta-feira, 11 de março de 2015

EL REI SEBASTIÃO

nesses dias de Saudade,
em que olho as estrelas, bebo vinho,
oiço fado,

só uma coisa verdadeiramente me consola
e me dá, ao espírito, algum frescor:

olho pela janela e espero,
como nato lusitano,
espero vê-lo, revê-lo,
um dia,
o rei santo,
de cabelos castanhos e olhos aveludados,

surgir da noite, das ondas,
o Encoberto,
belo e angelical,
e sem medo atravessar o meu umbral,
abraçar-me a cintura
e com um beijo na boca
dizer-me que foi tudo um sonho,

''ainda estamos em Portugal''...


C. Berndt 

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