Orpheus, de Franz Stuck

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Há dias em que a carne endurece,
Entorpece, em que as palavras,
Tantas vezes pétalas, tornam-se pedras.

Então sou mármore, semblante triste esculpido,
Estátua de Michelangelo, olhos de Antígona,
O rosto de Atena esquecido
A mirar o Longínquo, uma ave noturna
Que voa para o meu Olimpo perdido.


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