Orpheus, de Franz Stuck

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Poeta das aves sem ninho.


quem me dera tirar sorriso
das palavras
quando a mim
elas já chegam cansadas,
cantando entardeceres,
mendigando doces e delicados suspiros.

-- pássaros,
que sedentos de sede
pousam à minha sombra,
bebem das minhas lágrimas,
e cantam para adormecer
a velha chama
que arde dentro de mim!

«Poeta das aves sem ninho...»
sussurram-me elas com dolência
e um condoído pesar de pálpebras.

Já é dia,
já é tempo -- o sol já vai dormir.

25/12/12

Nenhum comentário:

Postar um comentário