Orpheus, de Franz Stuck

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

quem me dera ter
as asas das palavras-vento,
que sopram onde querem,
ao sul ou
a mais norte que se possa ir.

quem me dera
Deus me dar a leveza
e a perfeição das estrelas,
que também são palavras
- as mais ditosas e sinceras.

quem me dera ser o tudo
que se lê numa poesia,
gritar de tristeza sem ser triste.

Ser o mundo e suas sensações todas,
inteiras,
puras,
inconscientes e
belas.
Ah, a beleza que sorri sem vaidade.

- ser a chuva que chora e não sente dor,
o sol que arde sem se queimar,
o vento que suspira sem temer a tempestade!

quem me dera amar amando sem saber que se ama...
''amar perdidamente

aquele, aquém e toda gente''

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