Orpheus, de Franz Stuck

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Poeminha de S. Valentim.

S. Valentim,

eu sei, o amor está por toda parte,
e nasce
verdadeiro na caridade e não na libido,
mas em verdade,
eu te peço, por todos os meus dias já sofridos,
dá-me um amor leve,
mesmo que breve,
mas eterno enquanto durarem os beijos e a dança dos
corpos for agradável e bonita.


Não me negues o que te peço,
em troca não te darei flores ou postarei selfies,
cuidarei desse amor como se cuida de um delicado jasmim,
e quando ele acabar, prometo,
não chorarei nem pedirei outro amor para mim,
não antes de chegar outro dia de S. Valentim.

***