Orpheus, de Franz Stuck

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ideia velha.

É novamente aquela sensação obscura,
medo, no fundo medo, de qualquer coisa desconhecida,
algo que se perde e foge das mãos,
medo daquilo que não pode ser controlado,
quimera pensada tantas vezes em dias e pessoas,
ilusão mergulhada em um aquário sem fim,
sonho que sempre voa,
dispersa-se.... Ideia velha.
Sim, tu te chamas Futuro.
E quero agarrar-te, morder-te,
tornar-te meu, modelar-te na minha vontade,
ser o seu dono e não tu o meu cárcere.
É inútil,
tudo inútil,
sonhos e pesadelos.
Eu preciso mesmo é de uma inevitável injeção de Presente.

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