Orpheus, de Franz Stuck

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

tento
em vão
afogar-me na chuva e na solidão
que narciso faz cair sobre a cidade


todos os rostos estão presos
aos seus reflexos nas telas dos iphones

o meu telemóvel caiu no chão
dei um grito de alívio

agora caminho só

não há espelhos nem
poças d'água limpa
nenhum rosto reflete o meu

narciso me bloqueou

não posso mais brincar do seu joguinho

voa livre
meu coração




10/01/2016

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