Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 16 de janeiro de 2011

Menina da Lua.


És a doce donzela, dos olhos meigos,
A que mais me encanta...
Bem sabes, a única.

A menina da lua,
que encanta sem querer encantar.
Que ama sem negar, que sonha sem esconder-se.

És a romântica. Sou o romântico.
És a dama a bailar de vermelho, com a rosa nos lábios
a chamar-me, encantar-me, encher-me de zelos e atenções....

Mas meus olhos lançam-se para o outro lado,
Para o cavalheiro da esquerda, que ginga, que me encara firme.
És o amor sem luxúria, o verdadeiro.
És minha menina da Lua, de brilho inigualável. 

Se os sonhos nos fazem, às vezes,
Tolos...
São eles, ainda, que nos tornam tão próximos,
tão íntimos, a dividirmos o que é só nosso.

Sou o cavalheiro de negro, a dançar sempre para a esquerda. 
És a dama de encarnado, a ostentar o que não pode te ter.
Sou o cavalheiro de negro, que já a tem no altar do coração.


Um comentário:

  1. Essa poesia é para vc e somente para vc. Minha eterna "menina da lua".

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