Orpheus, de Franz Stuck

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Não almejo as coisas complexas....



Não almejo as coisas complexas, 
não.
Não vislumbro os grandes mistérios,
o enlaces do Cosmo e  as línguas dos profetas,
não.
Não sonho com todas as verdades, 
somente as justas.

Almejo a brisa leve que bate na face,
sim.
Vislumbro o calor das tuas mãos nas minhas,
sim.
Sonho com dias cantados, cheios de sol e teus risos,
sim.

Não quero ser o mais sábio,
não.
Não espero ser o mais forte, 
não.
Não acredito ser o mais merecedor, 
não.

Eu quero saber o necessário para amar,
sim.
Espero ter a força para suportar,
sim.
Mereço aquilo que trabalhei para construir,
sim.

Tudo o que quero é uma casa no campo.
Um verde a toda volta.
Um azul a cobrir-nos, eu e tu.
Um calor a invadir-nos, por dentro e por fora.

Almejo, vislumbro, sonho, quero, acredito e espero
ter-te apenas, 
aqui. 





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