Orpheus, de Franz Stuck

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Que coisa.




Que coisa.
Que coisa é ter o coração assim.
Que coisa tão... tão...
Que coisa!
Nunca o vi assim, todo rebuliçado
Todo cheio de adornos.
Que coisa.

Nunca o vi assim, o meu coração.
Uma ansiedade presa ao medo
Uma teima desconcertante em teimar,
Teimar o que nem sei se sei.
Algo que se quer defino.

O que sei, Se sei,
é que ele pula quando te vê,
não dorme quando estás longe,
e não se contenta só com a tua presença.
Tem de falar, tem de mostrar, exibido.

Tem ele um não sei quê.
Um... Um ... Qualquer agitação que me incomoda.
Tem ele mais de exibir-se, tem ele,
tem de tocar, mexer, sentir, 
mais que isso,
tem tem tem
um não sei quê!

Talvez seja folga dessa bola vermelha pulsante,
que sendo ninguém acha que pode
dizer este sim, aquele não, outro amanhã
Ela nunca. Você sempre.

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