Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 23 de janeiro de 2011

Quando assim me olhas





Quando assim me olhas,
com esse olhar meniniço, meigo e ao mesmo tempo,
um olhar firme, um olhar de homem.

Quando assim me olhas,
com seu sorriso tímido, com sua leve contração de sombrancelhas,
com esse pequeno sorriso...

Quando assim me olhas,
me corre uma vontade, um quase impulso,
um leque de desejos a invadir-me o peito, a mente e todo o resto.

Quando assim me olhas,
falando, gesticulando, rindo e tocando-me de leve,
sinto-me arrepiar....

Quando assim me olhas,
meus olhos viajam nos teus e não deixam de reparar,
reparar nessa sua boca, suave e pequena.

Quando assim me olhas,
queria tocar-te de verdade, sentir-te e beijar-te.
Mas, ao que me parece, não percebes nada disso.


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