Orpheus, de Franz Stuck

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

ALÉM-MAR

( ao Pedro R.) 

sobre a janela
no parapeito
sonhávamos o mundo
as estrelas brilhavam
como nunca mais as vi brilhar
e a noite tinha uma mania doce
de dançar
de parecer infinita
de crescer dentro da gente
feito uma rede brilhante de versos

o fim estava tão distante
que nem dávamos por ele
o céu da Ibéria era grande demais

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