Orpheus, de Franz Stuck

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Continuaremos amando, beijando, dançando, sorrindo.



Vocês podem ser muitos, mas nós também não somos poucos.
Vocês podem dizer que têm a razão e não privar-se de insultos.
Vocês  podem ofender e dizer que somos menos.
Não somos.

Vocês podem gritar de raiva porque existimos.
Vocês podem morrer de inveja porque não precisamos de vocês .
Vocês  podem tremer de ira porque não recuamos.

Vocês  podem gritar por deus.
Nós gritamos por nós.
Gritamos pela justiça e pela igualdade.
Isso é Deus.

Vocês  podem tentar de tudo.
Dizer a todos e mentir à si próprios.
Somos os filhos da esperança, os gomos com opinião.
As ovelhas desgarradas? Não. 
Somos as ovelhas coloridas.

Vocês gritam pelo preto e pelo branco. 
Nós ousamos e usamos o verde, o rosa e o bordô.
Vocês dizem "é anormal!"
Nós dizemos "é liberdade!"

Vocês clamam pelos binários.
Nós clamamos pelos múltiplos.
Vocês dizem que têm mais.
Nós vivemos essa injustiça.

Mas não importa.
Já nos queimaram. Já nos perseguiram e ainda o fazem.
Já nos criminalizaram e há quem nos enforque até hoje.
Não importa.

Somos homens e mulheres.
Amamos e desejamos como qualquer outro.
E não desistimos nunca.

É justamente porque não desanimamos,
não deixamos de rir e nem de amar,
não deixamos de dançar...
Nos odeiam por isso.

Porque somos mais fortes.
Porque somos mais homens e mulheres que qualquer outro.
Por que decidimos amar e não dizer "sim, sim, senhor!"

O azar é vosso.
A ira é vossa e tempo perdido também é vosso.
Nós? Continuaremos amando, beijando, dançando, sorrindo.





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