Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O romântico da vez.




Eu disse tudo. Eu tentei de tudo.
Absolutamente.
Tu simplesmente me ignoraste, 
vivias a dizer-me coisas bonitas,
a cantar-me versos nos ouvidos,
a sorrir-me daquele jeito.

Eras tu, a quem eu dedicava minhas noites.
Eras tu quem eu deitava nos meus sonhos.
Era tu, o cavalheiro que eu vivia a gastar versos e sonhos.

Tens razão, eu sou o romântico da vez.
Eu sou quem lê e vive de poesia.
Eu sou este espírito a contemplar coisas complexas,
mas que ama o simples, sonha simples.

Eu te disse. Finalmente disse o que sentia.
Eu abri minha alma a ti e os meus sentimentos.
Tudo o que recebi, foi o teu silêncio.



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