Orpheus, de Franz Stuck

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os dias que virão.





Os dias têm vindo.
Têm ido.
Virão.
Alguns, os sinto.
Outros, nem tanto.
Destes, há aqueles que ignoro.
Há outros que imploro que logo cheguem.

Há dias que saio como ninguém,
A procurar o que me falta nas faces desconhecidas.
Sinto que falta.
O que é isto, talvez não saiba.
Nem deus.
Queria eu que os dias fossem completos,
Que o tempo fosse somente lógica e se desfizesse de suas máscaras e ilusões.

Os dias vêm.
Vão e virão como o inverno.
Mas este também há de acabar.
Há de se chegar a época da sementeira,
Das flores, das cores, do amor.

Há e meu coração anseia, que este dia chegue.
 O dia que matará minhas sombras.
Meus olhos já estarão secos, as lágrimas hão de ir-se.
Se o choro vir, há de ser porque  finalmente...
Finalmente te encontrei e sei que tu não és, apenas
Sonho.

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