Orpheus, de Franz Stuck

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O tempo passa.



Sonhei contigo,
eu era novamente
o teu querido companheiro,
o teu amante feliz e invejado.

No sonho,
Tu vinhas visitar-me,
misteriosamente,
pisando a escuridão
  [como quem pisa em penas...
Afagasvas os meus cabelos,
encostavas tua face quente
  [na minha face enxuta de lágrimas

e te abrias em sorrisos,
  [do mesmo modo como te recordo,
envolto numa coisa e luz que é só tua,
como quem diz:

«calma, coisa linda, o tempo passa, passa»

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