Orpheus, de Franz Stuck

sábado, 30 de abril de 2011

Aurora.





Sou um caminho cheio de curvas,
de dias e noites.
Um caminho que se distingue por sua direção,
um caminho que não leva aos recantos onde dormem,
em silêncio, os anjos da hipocrisia.
Um caminho que rejeita fórmulas, contextos prévios,
falsos moralismos, ditos não ditos, sorrisos pela metade.
Um caminho que pede clareza, sentimento, emoção,
pede emoção, a verdade. Uma emoção que dispense deuses,
nomes em relevo, ídolos, códigos, leis.
Dispensa.

Sou um caminho repleto de música, de poesia,
de seres que habitam longe, longe daqui....
Seres que lacrimejam palavras de sinceridade e,
e simplesmente rejeitam e dispensam conceitos vázios,
conceitos sem prática, cheios de hipocrisia, emaranhados de,
de sombras sujas, sombras fantasiadas.
Dispensam.
Dispenso.
Já finda a noite.
As sombras recuam, escondem-se da luz.
Eis a aurora que ascende as almas.

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