Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 17 de abril de 2011

Voltar para o começo.




As vezes me bate um vazio,
uma tristeza que surge, do nada.
São os miasmas da solidão que me batem a porta, novamente.
Tenho vontade de voltar, voltar para o começo.
Voltar para os dias de criança.
Voltar, voltar... Voltar a viver coisas que agora são tão distantes.
Voltar a sentir dias que já me fugiram da lembrança.
Voltar, voltar e fazer do sorriso uma eternidade.
Voltar e sentir mais o sol, mais a brisa do mar, o canto da primavera.
Voltar sem dar satisfações ao tempo, aos dias, ao passado.
Voltar esquecendo a lógica, a ciência.
São os miasmas da solidão que me batem a porta, novamente.
Quero ser novamente aquele menino, inocente, sem receios, sem medos.
Ser um garoto cheio de sol, aquele que hoje se esconde nos dias mais noturnos.
Ser novamente aquela alma cantante, leve, repleta de nuvens, sonhos, poesia.
Quero voltar,
voltar,
voltar,
voltar para o começo.

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