Orpheus, de Franz Stuck

sábado, 16 de abril de 2011

Quando o amor era jovem.




Há dias que me sento na beira do rio,
divido meus pensamentos com os peixes,
com as plantas, com deus.
Os dias podem ser quentes, os mais quentes.
Mas é impossível que eu não sinta frio, aquele frio.
Um frio avassalador, que não se cala, que grita.
Um frio de ausência, nostálgico.

O vento me sopra palavras soltas e tenta me acolher,
mas ainda assim os dias tem sido noturnos.
Ainda me lembro daquela primavera, aquela.
Quando caminhávamos juntos sem medos,
quando a esperança era grande e o amor era jovem.

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