Orpheus, de Franz Stuck

sábado, 2 de julho de 2011

Ecos.



Descubro,
chorando no escuro,
com o silêncio sendo
 perturbado pelos ecos dos soluços,
que o mundo não tem lugar
para almas românticas como a minha.
Descubro da pior forma
que o amor não vale nada,
que ele é uma sonho soberbo
de gente como eu,
que sem pouca demora,
esconde-se,
cala-se,
muda-se,
muda-se para algum planeta escuro,
nos confins do universo,
um planeta sem ecos.

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