Orpheus, de Franz Stuck

domingo, 3 de julho de 2011

Nuvens tristes.



Eu tomo meu café amargo,
olho para céu esmaecido em cinza,
me sinto tão melancólico,
tomado por qualquer coisa
que me desanima
e me dá motivos para chorar.
Mas,
apesar dos dias nublados,
sem companhia,
sem trilha sonora,
tu me apareces sempre,
e trazes contigo
as brisas leves que vêm do mar,
as estrelas que brilham no infinito
e cantam canções numa língua
esquecida,
uma língua que resgatamos.
Vens tu,
com teus mistérios,
com tua meiguice,
com tua alma cheia
de futuro e cheia de
verde,
de azul,
cheia de luz,
de lua,
de música,
de sorrisos sinceros.
Me prometes pouco,
mas tens os olhos
cheios de sinceridade
e a juventude a teu favor.
Eu como tu,
sou jovem,
mas minha alma,
se deixa tomar por
esses dias nublados,
por essa melancolia desmedida
e solitária.
Mistérios, menina,
são mistérios que nos cercam,
nos prendem um ao outro.
Mistérios que selam
nossos sonhos,
nossos sentimentos,
nossa amizade,
nosso amor misterioso
e incomum,
sem direito a razão,
mas cheio de coração,
cheio de sol.
Eu sonho com o dia,
que eu e tu,
andemos por um jardim
longo,
longe,
onde nada mais seja chuva,
nada mais seja lágrima,
nada mais seja nostalgia.
Mistérios, menina,
mistérios...
E haverá o dia,
em que esquecidos de tudo,
voaremos sob um céu sem nuvens tristes?

Nenhum comentário:

Postar um comentário