Orpheus, de Franz Stuck

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dias.

dias, dias...

Eles sempre vêem, os dias.
Nascem, enlaçam-se, desenlaçam-se,

desfiam-se,

correm e fogem.

Dias de fugas - eles existem.
Dias de pouco sol dentro da gente - também existem.

Dias que só querem chorar,
dias que a janela só vê as lágrimas da chuva.

Os dias se vão também - claro.
Vão e pouco querem saber
se a gente não quer ir.

Eu, por mim, voltava para aqueles dias,
em que o sol parecia que brilhava mais
e eu saía aí solto pelas ruas velhas de Coimbra

e nem reparava nas velhas, nos lampiões, nos candelabros.
 Os meus dias têm candelabros e velas - como numa novena.

Os meus dias dormem e acordam sob a luz de uma candeia triste - sem sol e sem você.

Só Saudade e dias.

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