Orpheus, de Franz Stuck

segunda-feira, 19 de março de 2012

Vênus.

Há um brilho agigantado no céu.

Há tantos dias
olho para o céu e te vejo aí, ó brilhante Vênus.
Orbe das liras e da deusa Afrodite,
perfumado, lilás e lampejante,
quieto e sorridente.
Místico, como são os amores.
Olho-te e mil coisas me ocorrem,
volto a pensar nele e imagino o futuro,
ao seu lado.
Ó, lindo astro, o tempo será indulgente
para comigo e meu amor?
Será que ele,
longe onde está,
também olha para o céu, para ti,
e sente Saudade dos meus olhos?
Brilhas e reflectes, encantado Orbe,
na margem da minha mágoa,
onde correm e param as águas do rio das minhas lágrimas. 

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