Orpheus, de Franz Stuck

quarta-feira, 28 de março de 2012

Chão.

Ás vezes,
quando o céu se coloca assim,
com o sol a sorrir em seus raios
e o céu espalha-se por tudo e todos
                           [neste 'azul-limpo',
Eu,
eu até acredito que o mundo e seus dias
                    [são mesmo sempre bonitos
E que
não há dias de bruma de pranto sozinho
Que não há pouco
e nem Saudade.

Eu olho para o cimo das nuvens
e penso apenas que o que há,
que tudo que há,
é Luz.

Eu sigo pelo passeio e pelas calçadas cinzas,
o sol e suas franjas iluminam
onde piso,
os tijolos e os buracos,

o chão por onde corre o mundo.


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